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Estudantes da Escola Estadual Olga Falcone participaram de oficinas científicas na manhã desta sexta-feira (26/4)

Saber como identificar um barbeiro, estudar o dia a dia dos quelônios e conhecer do que os peixes-boi se alimentam foram algumas das experiências vividas na manhã dessa sexta-feira (26/4) pelos alunos da Escola Estadual Olga Falcone. Os estudantes participaram das atividades do Circuito da Ciência, realizado pelos pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) no Bosque da Ciência da instituição.

A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM) com o Inpa, promovendo todo mês a visita de estudantes de uma escola ao Bosque da Ciência, para conhecer os trabalhos realizados pelos pesquisadores. O Circuito possui diversas estações, distribuídas em estandes ao longo do Bosque e percorridas pelos alunos com professores e guias do Inpa durante a manhã.

Segundo Alcivandra Farias, professora de Ciências da Escola Estadual Olga Falcone que orientou os alunos na visita, o Circuito é uma oportunidade de incentivar a ciência para além dos livros didáticos.

“Trazê-los para cá é importantíssimo para despertar o gosto pela ciência. A educação ambiental contribui muito na aprendizagem porque permite um contato prático com aquilo que a gente passa na sala de aula e que eles só viram nos livros”, comentou.

Além de tratarem sobre os animais da região, as estações exploraram também aspectos do dia a dia dos alunos, como o uso racional da água e a importância da conservação dos recursos naturais para a vida humana. Para a pesquisadora Ellen Cardoso, que apresentou a estação sobre água, a experiência amplia visões tanto para os alunos quanto para quem está dentro dos laboratórios.

“Para nós, pesquisadores, é muito importante sair um pouco do laboratório e conversar com os alunos, tirar dúvidas sobre temas que estamos pesquisando e ouvir o feedback deles. É a ciência na prática para os dois lados”, afirmou.

Uma aula diferente – Para os alunos, a visita foi uma verdadeira aula ao ar livre, que permitiu experimentar e rever conteúdos que pareciam muito distantes da realidade na sala de aula.

“Já tinha visitado o Bosque antes, mas não como hoje. É uma aula diferente, em que podemos aprender sobre muitas coisas que vão ser úteis para nossa vida, como no estande sobre a malária ou naquele em que aprendemos sobre os cuidados que temos que tomar com o açaí e a doença de Chagas”, comentou a aluna Kássia Costa, 14.

Conhecer de perto o trabalho dos pesquisadores aproximou também os alunos da realidade acadêmica. Segundo a professora Alcivandra, o despertar de novos cientistas pode acontecer em visitas como essa.

“Um aluno me perguntou como ele poderia trabalhar aqui no futuro. Expliquei para ele sobre a academia, o fazer pesquisa e o quanto há inúmeras possibilidades de se fazer ciência na nossa região. Quem sabe não surge daí um futuro pesquisador do Instituto”, concluiu.

As visitas têm cunho totalmente educativo e são acompanhadas por professores no contexto das aulas de ciências. O Circuito da Ciência ocorre mensalmente no Inpa, mediante agendamentos da Seduc-AM com as escolas da rede.

FOTOS: Drance Jesuz / Seduc-AM

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