Canal 2.1

A TV Cultura do Amazonas

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A Televisão Educativa do Amazonas, hoje Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas (Funtec), foi criada pelo Decreto Lei n º 62.107 de 24 de janeiro de 1968, com outorga de funcionamento autorizada pelo Ministério das Comunicações ao Governo do Estado do Amazonas. A ideia da Televisão surgiu a partir da leitura de uma revista sobre as atividades de Televisão Educativa na França, pelo então governador, Danilo de Matos Areosa, em um vôo entre Brasília/ Manaus.

Surgiu como resposta às necessidades educacionais do Estado, num governo que muito incentivou as atividades da Secretaria de Educação e Cultura. Foi concedido o Canal 2 para o Estado, com os privilégios que gozavam as TV’s Educativas.

O Governo instituiu uma comissão para elaborar o Projeto. Com sede provisória na Rua Barão de São Domingos, a comissão iniciou o trabalho de fundamentar a obra de instituição do que mais tarde seria a TV Educativa.

Na época, o secretário de Educação era o Dr. Vinícius Câmara, e uma das metas era produzir um programa abrangente para jovens adultos, dando-lhes a oportunidade de voltar a estudar, por se encontrarem fora dos bancos escolares há alguns anos. Iniciou-se um curso de Educação à distância denominado de curso supletivo, equivalente ao curso ginasial da época, hoje ensino fundamental.

A instituição recém criada era subordinada à Secretaria de Educação e Cultura, sendo presidente da Fundação, o próprio Secretário de Estado da Educação e Cultura.

Durante a fase de implantação da TV Educativa, o órgão foi dirigido por uma Junta Administrativa. O sonho da inauguração demorou aproximadamente três anos e meio para se concretizar. O projeto, elaborado para execução imediata, foi interrompido pela burocracia alfandegária. O tempo de espera deveu-se em decorrência da liberação dos equipamentos para a instalação do complexo televisivo da primeira estação de Televisão Pública do Estado do Amazonas. Esse grande esforço só foi concretizado no dia 12 de março de 1971, às 16:00h, quando foi anunciado pela primeira vez o prefixo da ZYF-245 – Televisão Educativa do Amazonas – CANAL 2, em preto e branco, para a alegria dos telespectadores manauenses, época em que o município de Manaus abrigava apenas 350 mil habitantes.

Após mais de quatro meses funcionando em caráter experimental, a TV Educativa teve no jornalismo, sua primeira produção local. A programação da emissora era composta de filmes importados, pequenos documentários e desenhos animados. Nessa fase inicial, eram 6 horas diárias de programação com abertura às 16:00h e encerramento às 22:00h. Em setembro de 1971, surgiram novos programas como Noite de Seresta, Fantoches, Música para você e Gente Nova.

Em 1972 foi implantado o Sistema TV Escola. Com apenas 3 câmeras, 2 Vidicon e 1 Orthicon, 2 aparelhos de Vídeo Tape, Shibaden, um Tele-cine e uma mesa de som, a Televisão Educativa exibia a sua programação.

As Tele-salas surgiram para resolver um problema da demanda da rede estadual de ensino. Foram implantadas 54 tele-salas distribuídas por Unidades Educacionais no município de Manaus, recebendo cada local um televisor e antena de recepção em VHF para sintonizar o CANAL 2.

O sistema começou a funcionar primeiramente com a 5ª série do ensino fundamental, no segundo ano já foi incluída a 6ª série. No início do funcionamento da TV Escola foram usadas as aulas produzidas no Maranhão que já trabalhava com sucesso nesse sistema de ensino.

A Secretaria de Cultura tinha um convênio com a Fundação Roquete Pinto (TV Educativa do Rio de Janeiro) para preparar os produtores das aulas. As duas primeiras turmas de profissionais fizeram o curso de produção educativa no Rio de Janeiro, depois os cursos foram realizados em Manaus. O curso era coordenado por uma Diretora Pedagógica, responsável por toda a programação educacional e pedagógica do projeto, que durou 2 anos com excelente sucesso, tanto em Manaus como no interior.

Com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e o nível de aprendizagem na rede estadual de ensino, o projeto chegou a atingir 9.000 alunos, da 5ª e 6ª séries do primeiro grau.

De 1972 a 1975, paralelo ao sistema de TV Escola, prosseguia a produção de programas variados. Em 1976, foi criado o Centro Amazônico de Produção como um marco de uma nova fase no sistema de produção local. Foram produzidos e veiculados os programas Amazônia de Perto, Diálogo, Tempo e Cultura, Musicamazonas e Imagens e Sons. Convém dizer que nessa época o jornalismo da TVE ganhou o prêmio “Ana Terra” no Rio Grande do Sul.

No campo do cinema, a TVE produziu uma série de Curtas destacando atividade de amazonenses ligados a arte. Com a renovação dos equipamentos em 1979, são feitos projetos específicos para cada série de programas, com a mesma filosofia de mostrar a realidade do Estado do Amazonas e também a promoção da permanência do homem na Zona Rural. Veiculam-se os programas Carrossel da Saudade, Plano Geral, Debates e TV Tur. Vale destacar que o TV Tur foi o primeiro programa a ser veiculado em rede nacional pela Fundação Roquete Pinto (TV Educativa Rio).

Em julho de 1980 a TVE gerou a transmissão da visita do Papa a Manaus, mostrando também a procissão de São Pedro com imagens apoteóticas. Nesse ano a TVE veiculou em rede nacional o programa Andanças, foram produzidos também os programas Circuito Infantil, Documentos da Amazônia, Cenário Popular, TV Jovem, o infantil A Turma do Tipiti e o Carrossel da Saudade.

Em 17 de dezembro de 1981, a Fundação Televisão e Rádio Educativa do Amazonas foi transformada em Autarquia pela Lei nº 1.493, passando a chamar-se Superintendência de Televisão e Rádio Educativa do Amazonas (Strea).

A Lei nº 2.216 de 09 de junho de 1993 extinguiu a STREA e criou a Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas (Funtec).

Em 1995 foram adquiridos equipamentos de alta tecnologia, mudando o sistema U-Matic para Beta-Cam.

De 1995 a 2001 a TV Cultura avançou na programação local, com uma vasta produção cultural, educativa e entretenimento, produziu e transmitiu:
Programas: Cultura da Terra, TV Cult, Especial da Cultura, Botequim da Cultura, Carrossel da Saudade, Em Cena, Arena, Gente da Floresta, Cultura Esportiva, No Mundo da Bola, Programa da Norma, Cultura da Terra.

Interprogramas: Gente da Gente, Nossos Bairros, História do Amazonas, Geografia do Amazonas, Retrato de Mulher, Roteiro Turístico, Negócios à Vista, Farmácia Verde, Como Vai Você?, Delícias, Via Concreta, Escritores, Minha Rua, Artes e Ofícios, Tome Nota, Brincadeiras Populares, 100 Anos de Teatro, 16 Anos de Cidade Nova, Manaus 150 Anos.

Documentários: Parintins a Ilha do Folclore, História do Carnaval Amazonense, Alfredo da Mata, IERAM, Imprensa Oficial, Valdir Viana, Filhos do Guaraná, A Lenda da Vitoria Regia, Amazonas Estrada de Rios, Amazonas o Lado Exótico, Prodam, Manaus em Mutação, Orquestra Filarmônica, Barcelos, Mamirauá (A Pesquisa de Jacarés), Os Quelônios da Várzea, Vitória dos Macaqueiros, Mercado Adolfo Lisboa, Memórias de Manaus, Amazonas – A Lenda.

Jornalismo: Painel Cultura, Jornal da Cultura, Opinião Regional, Roda Viva Amazonas, além da geração de matérias para TV Cultura São Paulo.

O Carrossel da Saudade é o programa mais antigo da Emissora. Está no ar há mais de 39 anos.
Em dezembro de 2005, uma nova mudança ocorreu na estrutura organizacional, a Lei nº 3.012 de 12 de dezembro de 2005 transformou a Funtec de Fundação Pública de Direito Privado para Fundação Pública de Direito Público, extinguindo o Conselho Curador antes existente.

Em 18 de maio de 2007, a Lei Delegada n° 112 definiu a estrutura organizacional da Funtec, fixando o seu quadro de cargos comissionados e estabelecendo outras providências.

A partir de meados de 2007, com a necessidade de substituição dos equipamentos para a nova era da digitalização, adquiriu-se 3 novas câmeras de estúdio D55 da Sony, 2 mesas de áudio, microfones sem fio e de lapela, um gerador de caracteres de última geração, 2 ilhas de edição não-lineares, 4 câmeras PD-170, mesa de corte de vídeo, o auditório foi totalmente reformado, ficando com capacidade para 90 pessoas, com acústica, palco e iluminação novos, foram adquiridos 16 novos computadores, onde foram alocados principalmente no jornalismo e produção, reforçando assim a nossa área fim.

Vale ainda destacar a aquisição de três novos veículos para as externas, aumentando a frota para oito veículos, visando um maior conforto e mais agilidade para equipes de produção e jornalismo.

A TV Cultura do Amazonas passou a transmitir a programação da TV Brasil num contrato de co-produção que retransmite toda a nova programação, e ainda vai produzir novos programas para entrar em rede nacional.

Em 24 de março de 2014 a Lei n°4.016, alterou, na forma que especifica, a Lei Delegada n° 112, de 18 de maio de 2007, que DISPÕE sobre a Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas, definindo sua estrutura organizacional, fixando o seu quadro de cargos comissionados e criou os Órgãos Colegiados: Conselho Fiscal e Conselho Curador, e o Órgão de Controle: Ouvidoria.

A TV Cultura conta hoje com uma programação hibrida, veiculando programas da Rede Brasil de Comunicação, TV Cultura de São Paulo, produção local, bem como programas de produtores independentes com projetos patrocinados pela Ancine.

Para este ano de 2018 a Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas – FUNTEC passa pelo processo de digitalização, ampliando o alcance em 10(dez) municípios do Estado, com a programação atual e com novos programas e a Rádio Cultura operando em FM, com programas voltados ao público do Amazonas.